lokie

Archive for the ‘meus’ Category

Isa

In meus on Abril 18, 2008 at 1:31 am

 

Isa andava meio sem tempo, insone, numa paixão insípida e calma, dessas que não trazem um frio súbito subindo, um calor descendo, uma leve falta de ar. Isa andava assim, por anda….Horas pela internet, olhando a vida alheia, para não olha a sua, se olhasse perguntaria : Que vida?? Isa ia assim pelos dias, sem grandes alegrias, sem perturbações, sem constrangimentos, é, Isa só ia…

Numa dessas madrugadas Isa procurava o que não sabia bem o q era, quem era, talvez Isa nem procurasse,  só estava ali por esta, olhando as vidas a passar e ela passado as vistas por passa, nada a incomodava, nada chamava atenção, ninguém lhe falava mais alto, ninguém perguntava seu nome, logo de cara pediam a idade, como se parecia? e o q responde se não se parecia com nada, não era bem uma moça bonita, dessas de capas de revista, não era e nunca fora, Isa era um tipinho comum, desses que vemos figurantes, transeuntes, trocadores de ônibus, mendigos, moça do caixa, gente de fila de banco, gente de ônibus indo pra lugar nenhum… Isa era assim comum. Mas aquela madrugada tinha algo diferente, uma brisa leve entrando pela janela, um cheiro de chuva vindo longe e um saudade adormecia num canto, Isa se fez de distante, afinal não era com ela, não era pra ela, mas resolveu, não sei ate hoje pq arrisca, se deixou leva, afinal a conversa foi ficando  boa, sem promessas, nem amanha e já contava que amanha nem se lembraria, Isa ia…Antes da chegada do dia Isa ja estava entregue, diferente, com risos curtos, olhar distante e prometendo volta a noite, esqueceu que tinha encontro com a paixão insossa, Isa esqueceu de si, esqueceu de ir…

Hoje me pergunto onde anda Isa, Isa que ia, foi e nunca mas voltou….

 

 

 

 

Sob o signo de áries

In meus on Março 19, 2008 at 9:48 pm

Não foi um dia comum, seria assim que eu gostaria de começa um conto, um poema, um livro, e seria algo sobre a descoberta do obvio, pq acreditem a vida é feita de obviedades, sabemos as possibilidades do momento seguinte e nos apegamos aquela q nos agrada, nos iludimos por gosto e depois culpados os outros, obvio.
Não foi um dia comum, parada na sala, vi o amor sai mil vezes, como num loop, um novo fantasma se instalava na minha vida, na casa e eu procurava o fantasma antigo, que se recusava a sair do quarto, ela me protegeu por anos, por 20 anos e quando o amor chegou, ela se encheu de ciúmes e se isolou, tentei conversar lhe dizer q ninguém ocupa o lugar de ninguém que ela sempre sera aquela a quem amei sem medos, aquela que me teve virgem, casta, pura sem o campo minado q fiz em torno de mim, mas não me deu ouvidos, naqueles dias passava horas olhando pela janela, olhando não sei o que, deve ter visto quando o amor saiu de malas e cuias, não teceu comentários, sentou ao meu lado e pude ver seu sorriso fino, frio, sorriso que sumiu quando o novo fantasma chegou e parecendo ter vindo pra fica, tive vontade de ri da cara q ela fez, mas doía outro fantasma pela casa, com um já era difícil, imaginem com dois que não se falam, não se suportam, prevejo dias negros pela frente.
Não foi um dia comum, dia que eu tentava me livrar da dor do abandono, e procurava dentro de mim forças, referencias que me ajudasse a passar por essa dor, não encontrei nada pois, era uma dor bem comum, dessas que dizem: quando casa passa, mas se alguém me fala de casar, namorar ou ficar vai me ouvir rogando pragas, era uma dor que eu já conhecia bem, dor de amar errado, dor que se misturava com raiva, com fome, com solidão, com costume. Pensando nela, na dor, sei q ela existe pq permito, afinal não mudou nada na minha vida, ela continua igual, cinza (gosto de cinza)….
Não foi um dia comum, pois era um dia no meu inferno zodiacal, sou de Áries e por isso o amor me deixou, pq sou impulsiva, não vivo pela metade, se não fosse teria me calado, aceitado as migalhas quem me lançava, o mínimo tempo, ouviria as desculpas, as mentiras por um pouco de amor, ser de Áries me fez querer mais, procurar, mexer, chafurda, não gosto de nada morno….Me lembrei de um filme que vi na adolescência “Sob o signo de Áries”, lembro pedaços, era sobre uma mulher q vivia numa cadeira de rodas, conseqüência de um acidente e de cima dessa cadeira controlava a vida de todos na casa que ficava numa praia, onde nunca tinha dias ensolarados e a musica de fundo se confundia com o barulho do mar em eterna ressaca, batendo nos rochedos. A mulher aparecia sempre quando alguém estava sorrindo , planejando sair da casa, se afastar, ela entrava e todos se calavam pela culpa, tinha algo haver com o acidente, todos se sentiam culpados, dai a obviedade ela culpava os outros por um descuido dela, pq no fim se descobre q foi ela q provocou o tal acidente, pq o marido estava as voltas com outra, ela usava da dor , da culpa, pra mantê-los ali perto dela… no fim ela salta dos rochedos (pra quem vai pergunta o fim do filme). Sou de Áries e não foi um dia comum, mais um dia em q eu arrastava correntes pela casa, pois os fantasmas se recusava, um olhava pela janela o outro…. bom esse não tinha uma atividade estabelecida pois, acabou de chega, ainda vaga conhecendo a casa, abrindo minhas gavetas, portas.
Não foi um dia comum e ele ainda esta pelo meio,decidi enterra para sempre a dor e definir o espaço de cada fantasma na minha casa, na minha vida…. preciso tb definir como começarei um novo conto, talvez escreva pra alguém q me espera em algum lugar, talvez dê uma chance a quem pediu, talvez vá ver o mar… e por fim enumerar essas infinitas possibilidades que o fim do amor me deu e escolher a que mais me agrada, obvio.

Natal

In Não classificado, meus on Dezembro 14, 2007 at 10:22 pm

Incorporei o espirito do natal. Sem risos por favor.

Ser Nada

In meus on Dezembro 13, 2007 at 1:26 am

Me implodir, ruir pra dentro, resta de mim poeira, nuvem espessa, escombros…E assim nao deixa nada, para que digam : coitada.Que procurem lembranças, vestigios, um bilhete suícida, garanto não acharão.

Ser esquecida, deixa uma saudade de não sei o que, um vazio sem explicação,  a sensação de que estive ali. E assim, ser uma dor sem nome, sem rosto, sem forma. Ser o grande nada, a que nunca existiu, ser a de-quem-nunca-se -ouviu -falar.

Ser assim vento.

Insonia

In meus on Dezembro 13, 2007 at 1:06 am

São exatamente 2:51 da madrugada,insone.
Nâo penso em nada.
Mentira, penso nela.
Sei que dorme sem culpa, sem remorsos e o pior sem lembranças.
E nem posso dizer que me esqueceu, pq sei,no fundo sei, sempre soube, nunca pensou em mim.
Me imaginava.

Instante Unico

In meus on Dezembro 13, 2007 at 12:52 am

Era um dia como o de hoje, seco, parado, com um sol avermelhado que a vi pela primeira vez, seus olhos pequenos, negros, sua boca miuda, quase um risco, seu sorriso sem graça, parecia esta vendo um alienigena, e eu a mulher mais perfeita do mundo, ficamos assim olhando uma pra outra um tempo q nao sei precisar, mas parecia que estavamos no vacuo, sem sons, numa daquelas cenas de suspense onde ouvimos as batidas do coração do outro, eu podia ouvir seu coração bate, naquele momento eu nao tinha dimensão do estrago q faria na minha vida, nao imaginava que seria possivel amar tanto assim, como se todos os meus sentidos, todas as minhas células se ocupassem disso: amar aquela mulher.
E foi o q eu fiz, amei muito pelo tempo que nos foi dado, um dia acabou e hoje nao sei pq esse momento me voltou a cabeça, e novamente ouvi seu coração, lembrei dos seus olhos, desejei sua boca, mas nao era mais ela……e nem sei se terei tempo para amar de novo.

Capitão

In meus on Dezembro 4, 2007 at 4:33 am

Gosto de come com as mãos, hábito herdado das mulheres da minha familia, lembro da minha vô sentada na soleira da porta, bacia entre as pernas, mistura de feijão, farinha, algum torresmo, crianças correndo pela cozinha, no meio do terreiro, vez ou outra nos chamava aos berros, chegavamos perto para que ela nos enfiasse boca a dentro essa mistura que  antes prensava com mão, chamava de “capitão” .  Depois dela  lembro de minha mãe, lembro das minhas tias, lembro ate de algumas vizinhas fazendo o mesmo e assim levei pela vida esse hábito, antes de leva a boca, levo as mãos*.