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Praga

In dos outros on Novembro 20, 2007 at 10:41 am

Esperou q eu chegasse e antes q eu sentasse, fuzilou:

Eu nao te amo mais.

Não sentei, me deixei cai e como naquelas cenas de filme em q tudo é lento, a voz e turva, a luz parece piscar e o diretor espera ganhar premios com ela, tudo se passou na minha cabeça.

E no  momento seguinte a cena, vem o momento das dúvidas, será q um dia ela me amou?.

Ela disse e ficou parada como se esperasse uma resposta, um tapa. Pensei em chorar (momento mulherzinha), pensei e levanta e ir embora (classica), mas notei q fiz isso a vida toda, a vida batia e eu nao revidava, aceitava classica e pergunto o q ganhei??

Pensei em dizer “tb nao te amo, nem sei se te amei”, pareceria revanche, então, olhei nos olhos dela e disse:

Enganos acontecem, talvez vc me ame, mas só vai saber depois, qdo nao estivermos mais aqui, qdo alguém lhe dizer : Não te amo mais, talvez qdo alguém lhe pergunta o q é o amor. Enganos acontecem……

Ela fingiu nao entende ou nao entendeu mesmo, mas sei ,deixei la no fundo, um medo q minha  praga se confirmasse.

A.tra.van.car

In dos outros on Outubro 30, 2007 at 1:05 am

  1  Impedir (trânsito ou acesso) com traves, tranqueiras ou outro obstáculo.  [td.: A passeata atravancava a avenida.]
  2  Fig.  Impedir ou dificultar (uma ação) ; EMBARAÇAR; ESTORVAR [td.: Atravancar um processo, a ação da justiça.]
  3  Encher (um lugar) com objetos, sem deixar espaço livre ; ATULHAR; ENTULHAR [td.: Um monte de coisas atravancava o quarto.: atravancar a passagem (com móveis).]
  4  Colocar-se entre (pessoas ou coisas); intrometer-se.  [tr.  + entre: A carruagem atravancou -se entre os pedestres.]

 [F.: a -2 + travanca + – ar2. Hom./Par.: atravanco (fl.), atravanco (sm.).

Tem gente q nasceu pra isso e faz bem o seu trabalho, se coloca entre as pessoas, entulham caminhos , corredores, portas de ônibus, portarias. Gentinha mediocre com suas idéias mediocres, suas urgências miseraveis.

E ainda nos pedem a outra face, vampiros de energia, miseraveis que jogam terra na propria ferida, querendo que nos sintamos culpados por sua desgraça. E nem qdo ardem em febre temem, culpam tudo e todos por sua incompetência pra viver.

Gente parasita, barata, gente seca pimenteira, gente ordinária, gente aquém, gente eleitor, gente viciada, gente violenta, gente brocha. Gente que nem gente parece……..

Ah como é bom pode expressa e se fazer entender, sem procurar aceitação. Como é bom pensa como diria Mario Quintana (morram de inveja):”Eles passarão, eu passarinho”.

Porfírio*

In dos outros on Outubro 27, 2007 at 4:06 pm

Calado, sisudo, cara de poucos amigos, ficava horas olhando o mar, saudade de tudo que havia alem dele. O vento vinha e rodopiava em torno dele como se trouxesse noticias, então  fechava os olhos e parecia ouvir -las, por vezes se deixava senta na areia, como se fossem pesadas, tristes e em outras sorria de leve como um consentimento, não era um sorriso de alegria, talvez pq nao estivesse lá para compartilhar. Era sempre no fim da tarde, chovesse, ventasse, fizesse sol escandante, ele sempre estava la.

Um dia ele não veio, o vento sacudiu as palmeiras, fez as ondas ficarem gigantes, o mar engoliu a areia, subiu as calçadas,  atropelou as pessoas, derrubou casas, encheu esgotos, entupiu tunéis, abalou edificios, comunicações falharam. E foi assim a noite inteira, o mar veio a terra……

Ele nunca mais apareceu, o vento passa longe da costa, o mar parece olhar de longe, sem vida, as palmeiras secaram, as pessoas passa longe daquele canto de praia e eu fico me perguntando onde ele terá ido? terá atravessado o oceano? Não o mar saberia e o vento teria noticias.

Mas dias atrás soube seu nome, andando por aquele canto morto de praia, o vento me confundiu e ouvi um nome sendo chamando : Porfírio????

* Para o Flávio (meu xodó)