Eu te quero mal…..
“Pra que conteúdo, se a casca é bacana, a foto e perfeita e o riso é sacana.. o mundo é blasé?? Prosseco , Rosé?
Pra que etiqueta, ter boas maneiras se estamos do lado de cá da fronteira, brilhante quintal???”
Saudade da moça mais livre q conheci…..
Meu pai, acho que a sua criatura
saiu da escuridão segura
pra luz de alguma experiência errada.
Mais nada.
Cobri minha pele costurada
e a alma ainda alinhavada
e fui andar pela cidade.
A pura verdade
é que nasci com esse tamanho,
de algum sopro de vida estranho.
Que temporal, que ventania,
que raios, que dia!
Meu criador enraivecido
olhou pro seu recém-nascido
e acho que fugiu de medo.
Meu pai, não me abandone agora,
foi o que pensei na hora,
mas não pensei com palavras,
porque as palavras,
outra espécie de vazio,
não me vestiam quando eu sentia frio.
Meu pai, aprendendo e apanhando,
o tempo inteiro buscando
compreender sua intenção.
Eu me danei feito um bicho na cidade,
minha vontade soube me dar a mão.
O fogo das minhas poucas descobertas
na areia das mil coisas certas
se acende ainda em mil perguntas,
fagulhas que juntas
vem a ser minha alma infame.
Talvez meu criador me ame,
talvez meu criador me ame,
talvez…
(Ouçam tudo www.fatimaguedes.com.br)
Meio termo
(Lourenço Baêta e Cacaso)
Ah! como eu tenho me enganado
como tenho me matado
por ter demais confiado
nas evidências do amor
como tenho andado certo
como tenho andado errado
por seu carinho inseguro
por meu caminho deserto
como tenho me encontrado
como tenho descoberto
a sombra leve da morte
passando sempre por perto
o sentimento mais breve
rola no ar e descreve a eterna cicatriz
mais uma vez,
mais de uma vez,
quase que fui feliz!
Nosso Tempo
chicas
Pena nem poder falar
Esse amor não tentar
Se só começo a pensar
Quero poder encontrar
Teu rosto entre as mãos, acalmar meu coração
Dor não vai calar
Me dói saber, nosso tempo não virá
Peço poder te dizer
Do sabor que é você
Segue meus dias sem paz,
Antes de você, tão iguais
Ah como é bom te viver
Só lembrar faz bem demais, não quero esquecer
Que é sempre sim, os dias eu e você
Tanto que sei e nem sei dizer
Seu abraço é minha casa que não vou ter
Corro o mundo triste sem você
Mas deixo ir, que é pra ver seu sol nascer
Levo comigo e não vou deixar
A lembrança desse seu sorriso pra mim
Sei que o nosso amor vai bem no fim
Então porque essa vida faz assim
Ah se pelo menos o pensamento não sangrasse!
Ah se pelo menos o coração não tivesse
[memória!
Como seria menos linda e mais suave
minha história!
Cacaso
Gente esse rapaz salvou meu dia com sua alegria…..
Quem vê diz que é boa pessoa , é maldade…..
Pois é!
Fica o dito e o redito
Por não dito
E é difícil dizer
Que foi bonito
É inútil cantar
O que perdi…
Taí!
Nosso mais-que-perfeito
Está desfeito
O que me parecia
Tão direito
Caiu desse jeito
Sem perdão…
Então!
Disfarçar minha dor
Eu não consigo dizer:
Somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim…
Enfim!
Hoje na solidão
Ainda custo
A entender como o amor
Foi tão injusto
Prá quem só lhe foi
Dedicação
Pois é!
Taí!
Nosso mais-que-perfeito
Está desfeito
O que me parecia
Tão direito
Caiu desse jeito
Sem perdão…
Então!
Disfarçar minha dor
Eu não consigo dizer:
Somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim…
Enfim!
Hoje na solidão
Ainda custo
A entender como o amor
Foi tão injusto
Prá quem só lhe foi
Dedicação
Pois é! Então!
A gente é feito pra caber no mar……………..e isso nunca vai ter fim……
Chata…
seria o seu resumo, minha omissão.
Sendo justa, caberia dizer:
Minha cara metade, guardiã, mãe (a maior parte do tempo), amante,
cumplice….
Vc que nem sei se vai me ler, pra vc por esta aqui, dentro de mim (por mais q eu negue), pela casa (todos notam)
Pra vc… chata.
Sem eles seria dificil viver, dificil me esconder, não me mostra….
Sem poetas, minha alma seria ferida exposta, eu seria motivo de risos….
Ah poetas…..
Sabe gente é tanta coisa pra gente sabe……
Meu bem, que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
O teu penoso altar particular
Sei lá
A tua ausência me causou o caos
No breu de hoje sinto que o tempo da cura
Tornou a tristeza normal
Então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desta os nós
Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo, faça o melhor
O que lhe parecer
Teus cais, deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
Estou com tudo a flutuar no rio
E novamente iremos sorrir do nosso tempo, do nossos erros, dos nossos só nossos amores, iremos olhar as meninas, os meninos, como a grama crescendo, secando, se refazendo, outros risos, outros bares, outros pesares, as mesmas desculpas, as mesmas promessas, nossas mesmas mentiras, só nossas.
E novamente dormir, acordar, sem lembrar, ressonar, fingir dormir, sentir o q não queremos, e de novo, novamente, circulo vicioso, visitar nossos mortos, nossos tristes ex futuros, futuros ex namorados, que insistem em acredita no riso, no jogo de cena, na nossa falsa alegria. E de novo pela manha nos reinventar… novamente.
Certamente, novamente…….
Composição: João Bosco/Aldir Blanc
As coisas que eu sei de mim
São pivetes da cidade
Pedem, insistem e eu
Me sinto pouco à vontade
Fechada dentro de um táxi
Numa transversal do tempo
Acho que o amor
É a ausência de engarrafamento
As coisas que eu sei de mim
Tentam vencer a distância
E é como se aguardassem feridas
Numa ambulância
As pobres coisas que eu sei
Podem morrer, mas espero
Como se houvesse um sinal
Sem sair do amarelo
Ontem, pouco antes da chuva cai, procurei você dentro de mim, pra meu espanto, não encontrei, não havia mais nada de seu, não encontrei um traço do seu rosto na minha lembrança, nem um cheiro ou gosto, tentei lembra do som do seu sorriso q enchia a casa e a minha vida, não havia nada que me lembrasse o tom da tua voz doce e quando a chuva caiu sentir o calor que vinha da água batendo no asfalto, as pessoas passando correndo, as janelas fechando, alguém gritando, as árvores e por fim o silencio. Eu finalmente não sentia nada e me lembrei o qto pedi por isso, não era um vazio e tb não era está cheio, era não esta…. Ontem logo depois que a chuva parou, fui pra rua, precisava andar, precisava entender, precisa aceitar que vc não existia mais, que por fim eu tinha sido atendida, vc sumirá, eu estava assim andando pela rua sem fugir das poças, olhando as pessoas sem reconhece-las, sem me lembrar como vc era e chego a duvidar se um dia vc foi.