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Archive for Setembro 2008

Ana

In Não classificado on Setembro 29, 2008 at 4:43 pm

Vc vem e traz nas malas, paz.

Me pergunto o que fiz pra merece tudo isso?

Cuida de tudo como meio mãe, meio amante, como sempre estivesse estado ali, perto.

Observo vc e percebo seu esforço para me agradar, pra fazer parte de tudo ali, parte de mim.

Qdo vai deixa solidão, comida feita e a promessa de voltar logo… e me pego esperando.

Todos me dizem o qto vc é perfeita pra mim, me pego pensando se eu sou perfeita pra vc….

Não sei.

Tento descobrir qdo vc volta….

Carta

In Não classificado on Setembro 29, 2008 at 3:49 pm

Minha amiga sei que espera noticias minhas, venho lhe prometendo escreve há dias, mas confesso que não ando com muita poesia, estamos na estação q mais gosto e me sinto cansada até para aproveita-la. Não ando tomando chá, não ando lendo nada, nem filmes, nem gibis, ando presa dentro de mim.

Falo com você e me lembro das tardes em que andávamos pela praia, só sentindo a brisa, sentindo o cheiro do mar e de você me contando as estórias da cidade.

Me lembro de você.

Me lembro principalmente do fim que tivemos, me lembro como você tinha sede de vivências e me trocou por elas, hoje me diz que algumas não valeram a pena, mas é o preço que se paga por ter ânsia de viver. Hoje você me faz perguntas que não sei responde, talvez pq não tenham mais respostas, eu mudei, você mudou, mudaram as minhas prioridades, mudaram suas procuras, acho que os Deuses conspiram….

Sabe que a distancia e o tempo são cruéis, sabe que tenho a calma que sempre tive, só não espero mais, vou lá e pego o q acho q é meu, não por ânsia, mas por direito, não espero mais….

Nossa amiga incomum diz que vinho é bom para  o coração, digo a ela que deve ser, pra quem tem um. Não sei onde deixei meu coração, não sei se quero ter um coração, não sei pra que serve um coração. Ando vazia minha amiga, ando por ai olhando as coisas, me sentido parte delas, sem participar realmente, ando como se atravessasse as pessoas, elas não me percebem, eu não as sinto, elas não me importam.

Sei que espera noticias minhas, e espero que nos vejamos logo, tenho saudade do seu olhar, saudade da sensação que vc me trazia, de estar presa num lapso de tempo, onde tudo era possível, ate amar de novo, mas não era….

Espero vê-la em breve pra matar a saudade e colocar as fofocas em dia, espero que tudo esteja bem com vc, espero quer possamos descobri o q restou e quem sabe possamos voltar a andar pelas ruas do Lido e vc rindo das lendas urbanas sobre “putas quem voam”.

Para Vivi com carinho.

Saudades

In Não classificado on Setembro 22, 2008 at 2:03 pm

Saudade das minhas receitas, do vinho pra cozinhar, saudade das minha musicas que ninguem conhece ou ouve, saudade de mim…Saudades do cheiro de café, de bolinho chuva, de livro pelo meio, saudades de gibi, saudade do Mario reclamando da minha demora, saudades dos meus sobrinhos, de banho de mangueira, saudade de cantar no banheiro… Saudade de mim.

Saudade do Cícero, da banca da esquina, de andar no eixo, saudade de coxinha de milho, saudade da Sônia, saudade de video game, de comer com mão, saudade da minha mãe, saudade de mim.

Saudade do que deixei de fazer por encontra gente ruim, gente sem futuro, gente sem carinho, gente q nem gente parece… gente sem sentimento.

Saudade de atender o telefone e ouvir do outro lado: “o q vc ta fazendo ai, q nao tá aqui?”, saudade de ir ao encontro, saudade da loira, saudade do fábio, saudade de macarrão com colorau, saudade de maionese caseira…. Saudade do lido, do mar, saudade de mim.

Saudade do que era antes… vontade de volta pra antes…

Verdade

In Não classificado on Setembro 12, 2008 at 11:53 am

Eu só queria algo verdadeiro…nunca encontrei.

O “antes”

In Não classificado on Setembro 4, 2008 at 3:35 pm

Decidiu que a vida voltaria ao “antes”, o que aconteceu “antes” deixaria de existir simplesmente, os horários, as prioridades, a solidão… antes nao existiu.

Os mesmos risos, os mesmo amigos, os mesmos encontros, mesmo que no meio do dia desse saudade de um telefonema , de um certo tom de voz, mesmo q a dor as vezes atravessasse as horas,

mudaria o foco… seria dona das suas vontades, controlaria seus sentimentos…

O que fazer qdo no meio da noite o desejo nos trair?? correr pra o banheiro e chorar??

Esquecer é a ordem do dia, da vida…mesmo q esquecer as vezes signifique lembra….

Sabado

In Não classificado on Setembro 2, 2008 at 3:57 pm

Tbilisi foi atacada, do outro lado do mundo, pessoas tem feridas reais, e eu aqui com meus problemas domésticos. Tbilisi foi atacada no sabado, qdo eu acordava de ressaca, com uma cara de luto e uma dor no estomago que só sumiu por volta do meio dia, qdo eu e Keila fomos tomar uma cerveja no Beirute, reclamavamos da vida e dos nossos (des) amores, nesse exato momento pessoas morriam bombardeadas em Tbilisi.

Sabado foi um dia atipico, eu parecia estar enjaulada, andava pela casa e ela era pequena (e é mesmo), ficou menor, minuscula, infíma…. fui pra rua, q ficou grande enorme, imensa…..

Pessoas morrendo no outro lado do mundo, eu de ressaca em Brasília…. Deu saudade do Rio….(http://fotolog.terra.com.br/luizd:1325)

Para os que visitam esse blog

In Não classificado on Setembro 2, 2008 at 3:16 pm

Peço desculpas pelo sumiço, estava vivendo um amor fast-food, se é que foi um amor…Dizem q nao.

Aos que me mandaram emails reclamando do sumiço, obrigada.

Sou de um tempo em que o amor era artigo raro, peça de colecionador, apesar de esta por toda parte,

era tempo de “Love Stories”, tempo de estorias da carochinha, tempo de amassos nas escadas, coca com cuba, bossa nova, ao fundo uma tal ditadura, sou da geração intermediária, a geração perdida.

O amor vinha por todos os lados e vivenciamos isso, era tempo de pêra, maça, salada de fruta, tempo de ter turma, tempo de ter diários, caderninhos cheios de coraçãozinhos, e nao era moda, o amor nao era público, era um segredo, um tesouro. O amor era precioso.

Hoje vivemos o tempo em q o amor é num átimo, o amor é num orgasmo, num momento, depois nao amam mais, simples assim.

Hoje vivemos o tempo do amor descartavel, talvez um dia reciclem o amor, ficará rico quem o fizer.

O amor vendido nas esquinas, nas boates, compre sexo e levem de brinde dois minutos de amor, promoção da semana…

Sou de um tempo em q o amor doia e doe, e se lutava por ele, brigavasse pelo q se achava ser amor…

Hoje dormesse amando e no dia seguinte.. nao amo mais, simples assim….

Queria q voltasse meu tempo…qdo doia, mas era verdade.

É isso , fui vitima de um amor fast food….

Mas me dizeram, fonte segura, q o amor me espera… e pretendo encontra-lo.