Isa andava meio sem tempo, insone, numa paixão insípida e calma, dessas que não trazem um frio súbito subindo, um calor descendo, uma leve falta de ar. Isa andava assim, por anda….Horas pela internet, olhando a vida alheia, para não olha a sua, se olhasse perguntaria : Que vida?? Isa ia assim pelos dias, sem grandes alegrias, sem perturbações, sem constrangimentos, é, Isa só ia…
Numa dessas madrugadas Isa procurava o que não sabia bem o q era, quem era, talvez Isa nem procurasse, só estava ali por esta, olhando as vidas a passar e ela passado as vistas por passa, nada a incomodava, nada chamava atenção, ninguém lhe falava mais alto, ninguém perguntava seu nome, logo de cara pediam a idade, como se parecia? e o q responde se não se parecia com nada, não era bem uma moça bonita, dessas de capas de revista, não era e nunca fora, Isa era um tipinho comum, desses que vemos figurantes, transeuntes, trocadores de ônibus, mendigos, moça do caixa, gente de fila de banco, gente de ônibus indo pra lugar nenhum… Isa era assim comum. Mas aquela madrugada tinha algo diferente, uma brisa leve entrando pela janela, um cheiro de chuva vindo longe e um saudade adormecia num canto, Isa se fez de distante, afinal não era com ela, não era pra ela, mas resolveu, não sei ate hoje pq arrisca, se deixou leva, afinal a conversa foi ficando boa, sem promessas, nem amanha e já contava que amanha nem se lembraria, Isa ia…Antes da chegada do dia Isa ja estava entregue, diferente, com risos curtos, olhar distante e prometendo volta a noite, esqueceu que tinha encontro com a paixão insossa, Isa esqueceu de si, esqueceu de ir…
Hoje me pergunto onde anda Isa, Isa que ia, foi e nunca mas voltou….