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Archive for Março 2008

Esqueço

In Não classificado on Março 28, 2008 at 12:26 pm

Ainda vou te amar por muito tempo, por mais q eu nao queira, ontem nao quis, ha dias nao quero.

Por mais q eu feche portas, as entradas no meu corpo, tape os ouvidos, feche os olhos me recolha pra dentro de mim, encontro vc lá e vc abusa de esta em mim, sabe o q penso antes q eu diga.

E como um sortilegio se transforma em gosto e salivo, se transforma e cheiro e me eriço…..

Eu ainda vou te ama, semana que vem, mês que vem; ano q vem vou encontra teus traços no meu sexo, sentir teu hábito na minha nuca, sentir suas mãos me achando pela manha e vou acorda num susto, confundindo teu rosto com o rosto de com quem durmo…

 Ate ja me vejo correndo para o banheiro, mal estar matutino, vomito… seu nome vindo pela garganta… e grito..

 Mas um dia daqui a mil anos.. te esqueço…. me prometo.

Justificativa

In Não classificado on Março 26, 2008 at 1:36 am

Instinto por inutil.

A louca

In Não classificado on Março 25, 2008 at 4:01 pm

Ela passou bastante tempo sentada no canto observando tudo, todos olhavam pra ela com certo ar de duvida, ela nunca falava, sempre ouvia os outros com olhos distantes, nao queria chega muito perto, tinha medo.

Tinha medo de tudo q pudesse toca fundo, se escondia nas palavras dificeis, nos pensamentos desconexos, raramente ria, e qdo fazia era com medo.

 Ninguem viu qdo a outra entrou, parecia tudo normal, parecia um dia comum como todos os outros, mas ela mudou penteava os cabelos com zelo, sorria com uma frequencia frenetica, tinha as mãos sempre umidas, o medo continuava ali, mas era um medo tardio, um medo q se deixava atravessa.

 Mil vezes ouvimos ela gritando tentando afastar a outra, dizia nao ser merecedora, dizia nao ser suficiente, se achava feia, velha, patetica, ridicula pra depois sentar primaveril, entregue, doce, como nunca tinhamos visto antes, era engraçado ver aquele corpo cansado se agitando pra agradar….

 Numa tarde ela sumiu, foram 4 dias de sumiço voltou viçosa, outra cor no rosto, um brilho novo nos olhos, ja não olhava pra longe, nem balançava o corpo de um lado pra outro, nem estava distante como era comum….

 A outra nao vinha mais com tanta frequencia, todos notaram, ela sentava a porta com seu corpo cansado, olhava e olhava e cada pessoa q chegava ela levantava a cabeça pra ver, nao enxergava de longe por isso o esforço.

 A outra nao veio mais e ela chorou por dias, o corpo cansado nao se movia, nao se ouvia nada vindo dela, vez ou outra um grunido q parecia vir de algo sendo arrancado, seus olhos negros, vazios, nem um riso, um dia parou de chorar, sentou longe da porta, olhou pela janela e ficou em silencio por anos…

 Ontem não acordou….

Para ouvir ao som de  Edith Piaf – Mon Dieu

http://br.youtube.com/watch?v=UG7jEEg2PFk

Sob o signo de áries

In meus on Março 19, 2008 at 9:48 pm

Não foi um dia comum, seria assim que eu gostaria de começa um conto, um poema, um livro, e seria algo sobre a descoberta do obvio, pq acreditem a vida é feita de obviedades, sabemos as possibilidades do momento seguinte e nos apegamos aquela q nos agrada, nos iludimos por gosto e depois culpados os outros, obvio.
Não foi um dia comum, parada na sala, vi o amor sai mil vezes, como num loop, um novo fantasma se instalava na minha vida, na casa e eu procurava o fantasma antigo, que se recusava a sair do quarto, ela me protegeu por anos, por 20 anos e quando o amor chegou, ela se encheu de ciúmes e se isolou, tentei conversar lhe dizer q ninguém ocupa o lugar de ninguém que ela sempre sera aquela a quem amei sem medos, aquela que me teve virgem, casta, pura sem o campo minado q fiz em torno de mim, mas não me deu ouvidos, naqueles dias passava horas olhando pela janela, olhando não sei o que, deve ter visto quando o amor saiu de malas e cuias, não teceu comentários, sentou ao meu lado e pude ver seu sorriso fino, frio, sorriso que sumiu quando o novo fantasma chegou e parecendo ter vindo pra fica, tive vontade de ri da cara q ela fez, mas doía outro fantasma pela casa, com um já era difícil, imaginem com dois que não se falam, não se suportam, prevejo dias negros pela frente.
Não foi um dia comum, dia que eu tentava me livrar da dor do abandono, e procurava dentro de mim forças, referencias que me ajudasse a passar por essa dor, não encontrei nada pois, era uma dor bem comum, dessas que dizem: quando casa passa, mas se alguém me fala de casar, namorar ou ficar vai me ouvir rogando pragas, era uma dor que eu já conhecia bem, dor de amar errado, dor que se misturava com raiva, com fome, com solidão, com costume. Pensando nela, na dor, sei q ela existe pq permito, afinal não mudou nada na minha vida, ela continua igual, cinza (gosto de cinza)….
Não foi um dia comum, pois era um dia no meu inferno zodiacal, sou de Áries e por isso o amor me deixou, pq sou impulsiva, não vivo pela metade, se não fosse teria me calado, aceitado as migalhas quem me lançava, o mínimo tempo, ouviria as desculpas, as mentiras por um pouco de amor, ser de Áries me fez querer mais, procurar, mexer, chafurda, não gosto de nada morno….Me lembrei de um filme que vi na adolescência “Sob o signo de Áries”, lembro pedaços, era sobre uma mulher q vivia numa cadeira de rodas, conseqüência de um acidente e de cima dessa cadeira controlava a vida de todos na casa que ficava numa praia, onde nunca tinha dias ensolarados e a musica de fundo se confundia com o barulho do mar em eterna ressaca, batendo nos rochedos. A mulher aparecia sempre quando alguém estava sorrindo , planejando sair da casa, se afastar, ela entrava e todos se calavam pela culpa, tinha algo haver com o acidente, todos se sentiam culpados, dai a obviedade ela culpava os outros por um descuido dela, pq no fim se descobre q foi ela q provocou o tal acidente, pq o marido estava as voltas com outra, ela usava da dor , da culpa, pra mantê-los ali perto dela… no fim ela salta dos rochedos (pra quem vai pergunta o fim do filme). Sou de Áries e não foi um dia comum, mais um dia em q eu arrastava correntes pela casa, pois os fantasmas se recusava, um olhava pela janela o outro…. bom esse não tinha uma atividade estabelecida pois, acabou de chega, ainda vaga conhecendo a casa, abrindo minhas gavetas, portas.
Não foi um dia comum e ele ainda esta pelo meio,decidi enterra para sempre a dor e definir o espaço de cada fantasma na minha casa, na minha vida…. preciso tb definir como começarei um novo conto, talvez escreva pra alguém q me espera em algum lugar, talvez dê uma chance a quem pediu, talvez vá ver o mar… e por fim enumerar essas infinitas possibilidades que o fim do amor me deu e escolher a que mais me agrada, obvio.

Querer.

In Não classificado on Março 19, 2008 at 12:41 am

Uma vez me dizeram q se vc quiser uma coisa muito e com muita força vc consegue….

Quero esquece.

Transgredir

In Não classificado on Março 15, 2008 at 3:10 pm

Transgredir, procurar, corromper, enganar, esconder….

me achar.

Sair de mim,  olhar e não ver, ignorar.

Esquecer.

Não ser o que vc diz amar, descobrir o q me faria te odiar….

 Me libertar, transgredir….

O foda é fazer tudo isso sozinha….

Rifa-se um coração (quase novo)

In Não classificado on Março 15, 2008 at 2:39 am

Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado,
meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e cultivar ilusões.

Um pouco inconseqüente, que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu…
“Não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero…”
Um idealista… Um verdadeiro sonhador.
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato, que comanda o racional, sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.

Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes, revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional, que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abastado, indicado apenas para quem quer viver intensamente e, contra indicado para os que apenas
pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer
na hora da prestação de contas: “O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer,
e se recusa a envelhecer”.

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente,
por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.

Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.

Clarice Lispector