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Archive for Outubro 2007

A.tra.van.car

In dos outros on Outubro 30, 2007 at 1:05 am

  1  Impedir (trânsito ou acesso) com traves, tranqueiras ou outro obstáculo.  [td.: A passeata atravancava a avenida.]
  2  Fig.  Impedir ou dificultar (uma ação) ; EMBARAÇAR; ESTORVAR [td.: Atravancar um processo, a ação da justiça.]
  3  Encher (um lugar) com objetos, sem deixar espaço livre ; ATULHAR; ENTULHAR [td.: Um monte de coisas atravancava o quarto.: atravancar a passagem (com móveis).]
  4  Colocar-se entre (pessoas ou coisas); intrometer-se.  [tr.  + entre: A carruagem atravancou -se entre os pedestres.]

 [F.: a -2 + travanca + – ar2. Hom./Par.: atravanco (fl.), atravanco (sm.).

Tem gente q nasceu pra isso e faz bem o seu trabalho, se coloca entre as pessoas, entulham caminhos , corredores, portas de ônibus, portarias. Gentinha mediocre com suas idéias mediocres, suas urgências miseraveis.

E ainda nos pedem a outra face, vampiros de energia, miseraveis que jogam terra na propria ferida, querendo que nos sintamos culpados por sua desgraça. E nem qdo ardem em febre temem, culpam tudo e todos por sua incompetência pra viver.

Gente parasita, barata, gente seca pimenteira, gente ordinária, gente aquém, gente eleitor, gente viciada, gente violenta, gente brocha. Gente que nem gente parece……..

Ah como é bom pode expressa e se fazer entender, sem procurar aceitação. Como é bom pensa como diria Mario Quintana (morram de inveja):”Eles passarão, eu passarinho”.

Porfírio*

In dos outros on Outubro 27, 2007 at 4:06 pm

Calado, sisudo, cara de poucos amigos, ficava horas olhando o mar, saudade de tudo que havia alem dele. O vento vinha e rodopiava em torno dele como se trouxesse noticias, então  fechava os olhos e parecia ouvir -las, por vezes se deixava senta na areia, como se fossem pesadas, tristes e em outras sorria de leve como um consentimento, não era um sorriso de alegria, talvez pq nao estivesse lá para compartilhar. Era sempre no fim da tarde, chovesse, ventasse, fizesse sol escandante, ele sempre estava la.

Um dia ele não veio, o vento sacudiu as palmeiras, fez as ondas ficarem gigantes, o mar engoliu a areia, subiu as calçadas,  atropelou as pessoas, derrubou casas, encheu esgotos, entupiu tunéis, abalou edificios, comunicações falharam. E foi assim a noite inteira, o mar veio a terra……

Ele nunca mais apareceu, o vento passa longe da costa, o mar parece olhar de longe, sem vida, as palmeiras secaram, as pessoas passa longe daquele canto de praia e eu fico me perguntando onde ele terá ido? terá atravessado o oceano? Não o mar saberia e o vento teria noticias.

Mas dias atrás soube seu nome, andando por aquele canto morto de praia, o vento me confundiu e ouvi um nome sendo chamando : Porfírio????

* Para o Flávio (meu xodó)

Quiromante

In Não classificado on Outubro 26, 2007 at 6:24 pm

Ela chegou e me pediu a mão, nao entendi, mas dei, ela olhou como se lesse,
nao me falou nada por mais q eu perguntasse, sorriu um sorriso maroto e me disse
com uma certeza nos olhos que me assustou: Volto daqui a 20 anos.
 

“Existem amores impossiveis ou corações covardes?”

In Não classificado on Outubro 25, 2007 at 2:24 pm

Acabei de apaga tuas fotos, tuas falas……Escrevi algo q apaguei tb, vou pra rua ver gente real, me convencer q vc nao é real, q vc nao existe, nunca existiu……..

Apagar todas as provas, todos os caminhos que me levariam a vc, apagar da cabeça e facil……..

O coração insiste ……… mas desse cuido logo…..

Lilithy

In Não classificado on Outubro 24, 2007 at 4:10 pm

Um dia , qto ela tive a minha idade talvez sinta  essas saudades, nao das pessoas mas dos sentimentos q existiam ali, a vontade q movia as coisas. E assim ela tenha na sua lembrança uma Lilithy que sempre será especial por ser ela a liberdade encarnada, um engano de Deus.  

Ou  Deus na sua infinita sabedoria, criou Lilith para que  dela nascessem  mulheres como Iane.

CARTA PARA GURIA MAIS LIVRE Q CONHECI

In Não classificado on Outubro 24, 2007 at 4:09 pm

 

Filhos

In Não classificado on Outubro 16, 2007 at 12:16 am

Existem duas de mim, uma que sonhou casinha, filhinhos, cachorrinhos,  cercinhas brancas e um gramado de fazer inveja e outra que mal consegue se pensar com outra pessoa mexendo nas suas gavetas.

Essa primeira viveu na saida da adolescencia pra vida adulta, sonhei tudo isso com uma guria q naquele tempo era pra sempre, mas pra sempre como sempre não durou uma chuva, e as crianças do meu sonho foram encaixotadas e colocadas em algum lugar no armario, num quarto trancado q perdi a chave e hj me lembrei disso e me deu vontade de tira-las de lá, por no sol, mas sobre elas na caixa  tem as cercas, o gramado, o ceu azul q nem cito (parte de luxo do sonho) e a chave do quarto, nem sei onde esta, talvez nas gavetas da outra que não deixa que cheguem perto delas.

O para sempre voltou e me fez lembrar do sonho, das crianças, do gramado….

A outra que sou, se poe de guarda, me impede de chega as gavetas , de achar a chave, de abrir as caixas, por as crianças ao sol.

 A outra q sou…. vive hj.

Te quero assim. Se dizerem o contrário é mentira.

In Não classificado on Outubro 15, 2007 at 11:55 pm

Sentir suas pernas enroscadas em mim,meus braços te entrelaçando, te puxar pra mim, apertar seu corpo contra o meu e te querer assim. Te segurar contra a parede , sentir seu cheiro onde ninguém tem o cheiro igual entre a orelha e o ombro enquanto a boca se delícia no pescoço, a mão desce abrindo caminho, explorando possibilidades, tocando seus seios.
Você diz : não para.
A boca avança pelos caminhos que a mão já percorreu, agora sentindo a sua pele eriçada, , sentindo os lábios de leve roçarem suaves seus pêlos e depois a língua umedecendo antes da boca sugar, mordiscando de leve , sentindo você treme a cada roçar dos dentes, ouvindo você geme me deixando igualmente excitada.
Enquanto você arranha suas unhas nas minhas costas, diz: Continua, Por favor não para, continua.
A boca ainda se perde nos seus seios e as mãos continuam descendo rompendo todo e qualquer obstáculo, livrando você de toda roupa que separa o sua pele da minha, e num susto abraçar você por trás, beijar sua nuca, roça meus seios nas suas costas deixando que sinta o quanto estou excitada, o quanto te quero, e ir descendo pelas suas costas seguindo os contornos do teu corpo fazendo você geme, se curva, se entrega, quase implorando que eu te toque e ai só ai te leva pela mão pra cama. Você diz : Amor continua…
Fazer com q vc se deite sobre mim e me beije , deixar que você deslize, deixa que me conheça, deixa que me deseje, me entrega para você e quando não agüenta mais de desejo, te penetra, língua , mãos, bocas, como se nunca mais fosse sair de você e docemente te pedir , deixa que faça o mesmo, selando assim nosso pacto, nosso desejo, nosso sonho. E depois do amor, abraçar seu corpo trêmulo e ouvir seu coração acelerado, procura sua boca, e sussurra no seu ouvido o que eu mais queria ouvir de você: Eu te amo.

Você quem nem sei quem é….

In Não classificado on Outubro 13, 2007 at 6:39 pm

Vem vc q espero.

Me diz onde te perdi? me diz só pra que eu saiba, talvez dê pra volta, quem sabe vc ainda me espera….Ainda te procuro.

Pra rima, no escuro.

Qdo vc vai chega?

Há quem devo procura? Alta, riso frouxo, magra, gestos rápidos, olhos azuis, fala mansa, belas pernas, muitos brilhos.

Quem é vc ? onde mora? do q gosta? gosta de mim e nem sabe q existo, pq é assim q sinto ….ja te adoro e nem sei seu rosto, nem cheiro, seu nome.

Onde iremos nos encontrar? Em q esquina? fila de banco? transversal? Por onde andas pra que eu possa ajuda? mudar meus rumos, caminhos, costumes…..

Me diga o q posso  fazer pra te encontra…

Qual o numero do teu celular? serve o CEP.

Vem q ainda te espero.

PRIMAVERA (E EU MUDO COM AS ESTAÇÕES)

In Não classificado on Outubro 12, 2007 at 9:01 pm

Eu quero te levar quando parti, hj é o q quero.
Te prepara nao demora, nao posso espera
nao vai da pra avisar e tem q ser assim……….
Ave de arribação, mês da migração , mudança de estação.
ja sinto o vento morno trazendo os desejos, ouço a terra suspira assim como eu por ti, teu toque, tua boca, teu corpo.
Os passaros recolhem fios, fazem ninhos que duram um momento, uma ninhada e novamente na estrada é verão.
E virão novos anseios, e virão novas promessas e talvez eu ja não esteja …….
Quero te leva qdo parti, nao vai da pra avisa….nem sei se devia dizer assim….pra nao te assusta….anoiteço e raramente amanheço…..por isso moça olhe o dia, a mudança de estação….depois da primavera é verao.

E quero te leva quando parti em mim, fechar os olhos e sentir seu halito doce em minhas narinas, teu toque me descobrindo, querendo semear, teu gosto em minha lingua..E por mais q mudem as estações, qdo o vento morno te cerca vai lembra do meu sussuro em seus ouvidos confessando o meu desejo, te levando para mim, assim…..em cada mudança de estação…..

Então te apressa….

PIRALHA

In Não classificado on Outubro 12, 2007 at 5:38 pm

Pra quem me perguntou como ela é.
Ela é como a primeira chuva de setembro, desejada e perigosa.Ela é um susto, varios medos.É um desejo, mil fantasias.Picole premiado que nem existe mais, anda de
Tobogam (alguém lembra), comer Mandiopan, muito bom desolvendo na lingua.
Ela é minha mãe cantando na cozinha na vespera de Natal, é manhã de natal.
E brinca de bete, queimada, solta pipa, brinca de finca, bola de gude, brinca de elástico.
Ela é tortalete de morango, é fica na cama sabado de manha lendo gibi, é bolinho de chuva, é desenho animado, coca-cola com empada, livro do caio fernando, pipoca e filme de ficção, é dormi no sofá, se acordada com beijos, é dormi de conchinha, é brigar pra fazer as pazes, é fazer as pazes.
Ela é tudo q gosto, é o q não gosto qdo me irrita.
Ela sou eu.

UM UNICO PEDIDO

In Não classificado on Outubro 12, 2007 at 5:34 pm

O Deus louco das poucas oportunidades passou por ela sem olhar, mas o sinal abriu e ele teve q parar, elétrico o tal Deus olhava de um lado pra outro e um lampejo que só os Deuses tem, olhou pra ela e disse: Tenho no bolso um desejo e resolvi lhe concede, hj estou feliz, então pode ser um desejo desses de salvar seu mísero mundo, vc pode pedir a cura do cancêr ou a paz mundial, vamos antes que o sinal abra pra mim, pode pedir…Sem se abalar, ela olhou nos olhos do Deus que eram fogo e disse sem tremer: FODA-SE A PAZ MUNDIAL, quero uma certa menina….

COMO SOMOS EGOÍSTAS…..

PROMESSAS

In Não classificado on Outubro 12, 2007 at 5:28 pm

Prometo café na cama, depois do amor.
Prometo Sol entrando pelo janela, qdo houve sol.
Prometo chuva, se chove hj.
Prometo meu melhor beijo nas manhas de domingo.
Prometo meu melhor abraço nos dias quem q o mundo nao lhe sorrir.
Prometo meu corpo inteiro.
Prometo fidelidade, leadade (embora discordem q elas possam coexistir)
Prometo volta todas as noites pra casa, mesmo aquelas em que a rua se mostra prazeirosa;
Prometo amor todas a noites (nem q seja em partes)
Prometo te ouvir sempre (mesmo q nao seja comigo q vc fale)
Prometo amar vc pra sempre (mesmo q pra sempre nao exista na seu vocabulário)
Prometo nao promete o q nao possa cumprir

Prometo, prometo, prometo, prometo, prometo

EU AMO VC…(pra quem perguntou o q sinto)

SEXO VIRTUAL

In Não classificado on Outubro 12, 2007 at 5:24 pm

Passo a mão pelas coxas virtuais da moça sentindo a tatto que parece saltar da tela do monitor, lembro da lingua roçando a nuca de outra moça sob o sol do Rio, outra tatoo em flor. Ah!! Delicias, descobertas, desejos satisfeitos as pressas, deixando um gosto de quero mais, sinto as mãos de outras sobre as minhas coxas subindo, boca em minha orelha, sussuros na cabeça, tirando o norte, fazendo corre pelo corpo uns arrepios, inundando tudo, me tornando liquidos.
Adivinho peles macias, contornos perfeitos, grutas escuras, olhos pirilampos, estrelas, o céu, mãos me invadindo, pedido, se dando, respiração ofegante, silencios, grandes silencios, pudores.
Ah!!! e eu aqui e o fone não toca.

Estórias que ouvi

In Não classificado on Outubro 11, 2007 at 12:58 am

Carlos amava Gisele, que desde da adolescência  namora garotas e esta com Juliana que esta apaixonada por Aline que por imposição dos pais namora Flávio esse a trai com João que é assumidamente bissexual e anda saindo com Cláudia e por insistência dele topou sair com Arlete que depois desses encontros a três se embebeda num bar no centro da cidade para esquece Maria que a essa hora deve esta em um culto perto de casa, orando para que Jesus acabe com seus desejos por Mulheres

Noites

In Não classificado on Outubro 11, 2007 at 12:12 am

Seres azougues, difícies, bonitos.
Entidades pardas, bem delineadas, livres.
Espectros azuis, entre meio brisa, criando rodopios.
Camuflando segredos pelos cantos, furtivas caricias.
Concomitantemente…..
Ansia de afetos, sexo, troca de fluidos.
Ocasionando fugas, fúrias, satisfações.
E no fim da noite cansaços, medos, solidões……….

A Lenda das Almas Gêmeas

In Não classificado on Outubro 8, 2007 at 11:16 am

Há muito tempo atras, num reino distante, existia um rei que possuia uma filha. Seu nome era Psique. Sua beleza era tão grande que enfeiticava todos os homens que a vissem. Isto que no comeco orgulhava o poderoso rei, com o tempo se tornava um martirio. Nenhum homem que surgia conseguia ama-la pela sua perfeicao. Reis, guerreiros, principes, todos nao se achavam dignos de tanta beleza.

Assim a cada dia que se passava, Psique se tornava mais triste e soh. O que seus pais acreditavam ser uma dadiva dos deuses, agora se tornava um castigo para a bela moca. O rei, sem nunca desisitir da felicidade de sua filha, consultou mestres, magos, viajantes, mas nunca conseguiu algo que trouxesse um fim para infelicidade de sua filha.

Numa noite, Psique teve um sonho. Ouviu seu nome sendo entoado por uma bela voz que vinha de um mundo distante, se viu voando pelos ceus, sendo protegida e amada por alguem muito especial. Psique logo ao acordar, contou aos seus pais sua feliz visao. Agora ela acreditava que seu destino jamais seria a solidao e acreditava que um dia encontraria aquela paz e felicidade tao sonhada.

Psique passou a sorrir quando ouvia a voz de seu coracao e um belo dia sentada num campo de flores, se viu sendo erguida e levada aos ceus por um fio dourado.

Psique voou por mundos distantes, por ceus, por mares, ateh chegar num castelo muito rico e belo. Lah Psique foi atendida por inumeros criados que jah a conheciam e a tratavam como se jah a esperassem há muito tempo.

Psique perguntou de quem seria tao bela casa e para sua surpresa, os criados responderam que aquela era sua casa e que logo que o sol se fosse, conheceria Eros, seu marido. Marido? Psique sorriu, mas aguardou o encontro jah que seu coracao a tranquilizava e dizia que aquilo era a coisa certa.

Ao anoitecer Psique fora levada para um dos mais belos quartos do grandioso castelo. Estranhamente o quarto não possuia nenhum luz ou janela. A medida que a noite cobria aquele belo lugar, o quarto de Psique se mergulhava na mais completa escuridao.

De repente, Psique sentiu a presenca de Eros, e se virou para conhece-lo. Mesmo sem se verem , em meio a escuridao, os dois sentiram a mesma sensacao, sentiram o Amor fluindo dentro de seus corpos, sentiram um ao outro, se tocaram e se amaram pela primeira vez, sem ao menos poder se conhecer.

No dia seguinte Psique acorda soh e assustada. Teria sido um sonho? Não, ainda podia sentir o calor das maos de Eros. Psique correu pelo castelo chamando Eros. Entrou em salas, saloes, quartos, perguntou aos criados, mas todos se emudeciam quando ouvia o nome de Eros. Desesperou-se frente a situacao. O que estava acontecendo? Chorou, amaldicoou aquele lugar e adormeceu…

Ao anoitecer seus criados a levaram novamente para seu quarto e a deixaram soh, como haviam sido instruidos há muito tempo atras, antes mesmo de Psique ter chegado a aquela casa. Segundos apos o ultimo raio de luz deixar aquele quarto, Eros retornou e tocou o rosto de Psique. Psique despertou e se imaginou sonhando. Sim, ela sorria, Eros não havia a abandonado. Eros jamais a abandonaria. Mas ele com uma dor tao profunda em sua voz, contou a Psique que eles eram fruto de uma maldicao muito antiga.

Uma maldicao que dizia que um dia nasceriam duas pessoas perfeitas, perfeitas em seus atos, em suas palavras, perfeitas em corpo e espirito. Um seria o complemento do outro. Um sorriria nos momentos tristes do outro, ou dividiriam as lagrimas. Um sentiria a presenca do outro. Se amariam inconscientemente. Se ajudariam tao longe estivessem. A perfeicao seria tanta que jamais haveria uma uniao que os satisfizesse, a não ser a deles mesmo. A uniao soh aconteceria com uma condicao: eles jamais poderiam se ver. Assim nasceu Eros e Psique.

Muito anos se passaram, depois daquela triste noite de revelacao. Mas foram anos maravilhosos, recheados de felicidade, de cumplicidade. Tao perfeitos, Psique completava Eros e eles esqueceram aquela triste destino que alguem, algum dia havia lhes reservado. Apesar de jamais se encontrarem durante o dia e jamais poderem se ver, a felicidade plena reinava sobre a vida de Eros e Psique. Um belo dia Psique resolver retornar a casa de seus pais, em meio a tanta felicidade, não havia lembrado o quanto eles poderiam estar preocupados com seu estranho desaparecimento há anos atras. Psique se despediu de Eros, prometendo retornar dentro de alguns dias.

Psique voou novamente pelas asas do vento e voltou ao seu antigo mundo, agora parecendo tao estranho e triste por não ser o mesmo mundo onde pode conhecer Eros.

Estranhamente, ela percebera que em seu mundo não haviam passado tanto tempo. So faziam minutos que ela havia saido daquele lugar. Correu para seus pais e contou tudo que havia ocorrido. Sobre Eros, sobre o castelo maravilhoso e sobre sua felicidade tao almejada e agora conquistada. Mas jamais contaria sobre a maldicao.

Seus pais bastante felizes queriam conhecer Eros, faziam-lhe perguntas que Psique jamais saberia responder. Como era seu marido, de onde vinha, quando viria visita-los. Psique conseguiu inventar respostas, conseguiu se esquivar, apesar de se sentir traida por não poder confiar aos seus pais seu triste destino.

Triste destino? Psique se esquecera completamente como ao lado de Eros, jamais sentira tristeza alguma.

Talvez a volta ao seu antigo mundo, fizera Psique mudar alguns pensamentos. Agora acreditava que precisava conhecer Eros de qualquer maneira. E se ele fosse tao horrivel, como os piores seres do inferno? E se ele fosse um monstro?

Psique se encheu de Amor e pensou… se Eros fosse uma criatura tao horrenda quando o pior ser que existisse na face da Terra, Psique ainda assim o amaria. Sim, Psique acreditava que a escuridao que reinava no relacionamente de Psique e Eros era por esta razao. Eros deveria ser uma criatura orrenda. Mas ela, protegida pelo amor verdadeiro e forte que sentia por Eros, amaria sua feiura e assim a maldicao da escuridao acabaria sobre Eros e Psique.

Em sua volta ao mundo de Eros, Psique imaginava como poderia conhecer finalmente o rosto de seu amado esposo. Psique levaria um lampiao ao quarto, o esconderia e quando Eros adormecesse, iluminaria seu rosto e amaria qualquer imagem que visse.

Assim Psique retornou, encontrou com Eros ao anoitecer, contou sobre seu encontro com seus pais e aguardou seu sono.

Silenciosamente, ao sentir a respiracao de Eros, Psique pegou o lampiao, acendeu e se aproximou da cama.

Aos poucos Psique comecou a ver Eros, o homem que Psique sabia que amaria eternamente, independente do que o futuro os reservasse.

Psique chorou….

Eros era perfeito .

Eros era a propria imagem de Psique….

Com o solucar de Psique, Eros acorda e se assusta. O lampiao que ela segurava cai e uma gota do oleo quente marca dolorosamente o braco dos amantes. Eros sem conseguir dizer nada, olha Psique e os dois se abracam……. Agora eles sabiam o que significava serem um do outro, Eros era o complemento de Psique e os dois juntos, unidos, criavam a perfeira uniao de suas almas…..

Um estrondo ensurdecer invade o quarto, o castelo e todo o reino de Eros e Psique. Os ventos comecam a soprar, a terra a tremer, as estrelas somem, e um terrivel acontecimento comecaria naquele momento. Psique e Eros não respeitaram a maldicao, e agora pagariam pelo seu erro….

Dos ceus, Zeus, o Deus de todos os deuses, aparece:

-Como ousas, mesmo tendo toda a felicidade que os permiti, não obedecer as minhas ordens? Como podes enfrentar meu poder?

Psique e Eros temendo a ira de Zeus, se ajoelham e pedem perdao. Prometeriam que voltariam a viver na escuridao,e jamais tornariam a se ver de novo… Zeus ri… ri estrondosamente… porque acharia que seu castigo seria tao ameno assim?

Zeus amaldicoa Psique e Eros novamente e sem piedade… A partir deste dia Psique e Eros se tornariam cegos…

Não cegaria seus olhos … cegaria suas almas… A partir daquele dia, daquele momento, Psique e Eros jamais poderiam enxergar suas verdadeiras belezas, sua perfeicões.. Eles vagariam por diversos mundos… diversas vidas… viveriam se procurando… numa busca sofrida… Suas almas ficariam escondidas dentro de corpos fisicos, ora bonitos, ora feios, ora cansados, ora velhos… Psique e Eros teriam que se encontrar, se reconhecer e provar que se arrependiam de terem tido a necessidade de ver seus rostos fisicos, alem da verdadeira face de suas almas…

Escondidos dentro de uma casca mortal, criada por Zeus e colocadas em volta de suas almas imortais e perfeitas, eles teriam que reaprender a usar novamente os olhos de suas almas, pois agora soh teriam os olhos do seu corpo. Olhos do corpo, olhos fisicos que soh enxergam a casca fisica que esconde a verdadeira beleza de suas almas…

Um pouco distante dali… uma Deusa tambem presenciava aquela cena e compartilhava da dor que agora Psique e Eros carregariam…. Era Venus… esta , sem a forca que Zeus possuia… ainda conseguiu ajudar Eros e Psique…

Venus colocou junto com a maldicao de Zeus uma bela magia:

Aquela queimadura que o Eros e Psique tinham em seus bracos como marcas de seu primeiro encontro fisico… a cada vida seria uma pista para que Eros e Psique se reconhecessem… A cada vida… cada um traria um sinal que quando visto pelos olhos fisicos de cada um deles… despertaria os olhos de sua alma….

Assim… algum dia… em algum lugar… Eros reconheceria Psique … na maneira dela falar… na maneira de sorrir… na maneira de acordar de manha… de contar uma historia engracada… de odiar arrumar seus cabelos… naquele jeito estranho e maravilhoso de te abracar durante a noite… naquela mania especial de faze-lo sorrir, quando o mundo te força a chorar…

Assim… algum dia… em algum lugar…. Eros, guardiao do Amor, e Psique, guardiã da alma… se unirão de novo… quebrarão suas cascas amaldicoadas… e provarão para Zeus que o seu Amor conseguiu unir novamente, o que jamais deveria ter sido separado… suas almas gêmeas…

 Fonte : http://mitos.cultodavida.com/view/a-lenda-das-almas-gemeas.html

Ultima vez

In Não classificado on Outubro 6, 2007 at 2:53 pm

24-02-07_20032.jpg

Ele – Não queria está aqui.(olhando distante a lua amarela)
Ela – Nem eu.(olhando a grama seca)
Ele – Melhor ir embora.(levantando de súbito)
Ela – É melhor. (levantado)
Ele – Me dá carona? .( andando atrás dela)
Ela – Tá, vai pra casa? .(ela andando de costas, olhando pra ele)
Ele – Vou. Vamos?. (sorrindo dela andando de costas)
Ela – Pq você sempre faz isso?. (abrindo a porta do carro)
Ele – Isso o que ?(abrindo a porta do carro)
Ela – Isso de vir me ver e não falar nada ? (sentada ao volante)
Ele – Gosto de ver você, mas não tenho nada a dizer (sentado no lado carona)
Ela – Pq nos vemos, senão temos mas nada a fala? (ligando o carro)
Ele – Não sei. (abrindo janela do carro)
O silencio já era denso quando ela pegou o eixo monumental, rumo a asa norte, antes do primeiro semáforo ela se enche de coragem.
Ela – Quero fazer amor com você hoje.(parando no sinal)
Ele – Não fazemos mais amor, é sexo, lembra? (olhando pra o carro que para ao lado)
Ela – Tá, eu quero fazer sexo com você hoje. (tocando o braço dele de leve)
Ele – Tá bom,  faremos (puxando o braço)
O sinal abre e ela segue, podia ter ido por trás do Buriti, mas faz o caminho mais longo indo pela L2, talvez assim consiga amenizar  o clima.
Ela – Você parece que ta indo pra força, se não quer é só falar ( passando pela torre)
Ele – Eu quero ( olhando em frente)
Ela – Não parece. (acelerando)
Ele – Pq você quer fazer sexo? , é pq tem q ser hoje? ( ele observando o movimento na rodoviária)
Ela – Quero te esquece. ( parando no semáforo)
Ele – E vai me esquece fazendo sexo comigo hoje?. (olhando para ela sem entende)
Ela – Conheci outra pessoa e quero sabe o q sinto por você. (passando pela catedral)
Ele – Você conheceu alguém e quer ir pra cama comigo pra me esquece? (sem acredita no q ta ouvindo)
Ela – Já disse se não quiser tudo bem. (entrando na L2)
Ele – Já falei q quero. (irritado)
Ela – Tem alguma coisa pra comer na tua casa. (ela mudando de assunto)
Ele – Só você ( provocando)
Ela – Como sempre só pensa em você ( rindo)
Ele – Te faço um sanduíche ( emburrado )
Ela – Sabe você é a única pessoa que não discuti comigo nunca. (ela tentando desarma-lo)
Ele – Não tenho pq discutir com você. (desarmado)
Ela – Acabei de te conta q conheci outra pessoa e q quero fazer sexo com você e você não diz nada?. ( se emputecendo)
Eu – Não acredito, você fala pra me irrita. (confiante)
Ela – É verdade. Tenho ate foto com ele no celular, se quiser te mostro. (convincente)
Ele – Quero. (descrente)
Para na primeira parada de ônibus busca bolsa, procura o celular, procura foto, mostra.
Ele – Parece ser gente boa. (triste)
Ela – É sim, super carinhoso (triste)
Ele – Você gosta dele? (inseguro)
Ela – Gosto de você, mas você não tem mas nada a dizer e não posso espera que se decida ( decidida)
Ele – Tem razão, não pode esperar q eu me decida (indeciso)
Ela -vamos (ligando o carro)
Ele – Não sei se quero ( desistente)
Ela – Eu quero, pela ultima vez (implorando)
Ele – É pela ultima vez…. ( angustiado)
Foram em silencio ate o fim do trajeto, no estacionamento prédio o silêncio continua, ficam alguns minutos dentro do carro . Ele sai  e vai abrir a portaria, ela sai logo depois e o segue. A partir dai seria invasão de domicilio.

Ela saiu 4 horas depois visivelmente abalada, ele ainda apareceu na janela, ela entro na carro e não acenou ele ficou na janela ate q o carro saísse da quadra e o céu de Brasília continuava lindo e a secura persiste e a lua já estava alta, dona da noite, que acumula mais um desencontro no planalto central do Brasil.

Migração

In Não classificado on Outubro 5, 2007 at 9:05 pm

imigrantes1.jpg

E preciso mudar para sentir o quanto fazemos falta e para perpetuar amizades, sentimentos,vontades